A quem interessar possa...
Na próxima quarta-feira (dia 24/08), estarei participando do XX Encontro da ABRAPLIP (Associação Brasileira dos Professores de Literatura Portuguesa), que se realizará entre os dias 23 a 26 de agosto de 2005, na UFF no Campus do Gragoatá.
Apresentarei um trabalho às 11 horas em uma das sessões de comunicação, conforme lista abaixo.
Sintam-se convidados!!!
MESA 6: Sala 303-B
Coordenação: Maria Fernanda Abreu - UNL
Vitor Santos de Oliveira – PG - UFRJ
DAVID MOURÃO-FERREIRA NO JL
Carolina Casarin da Fonseca Hermes – UFRJ
“TREPADEIRA SUBMERSA”: UMA LEITURA DO CONTO HOMÔNIMO DE DAVID MOURÃO-FERREIRA
Verônica Rodrigues F. G. – PG - PUC-Rio
OS LINHOS E A LINHA DO TEMPO NOS ESPAÇOS PORTUGUESES
Lara Leal – PG - PUC-Rio
TODA OBRA TEM DE SER UM PREFÁCIO À MADRUGADA? – BREVES NOTAS SOBRE AS IMAGENS DA INFÂNCIA N’A PAIXÃO DE ALMEIDA FARIA
Escrito por Werther-Pan às 02h49
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Cinema em tempos de crise!
Não, queridos amigos! Não é da crise política que estou falando, mas de minha própria crise. Atarefadíssimo com meus trabalhos de Mestrado e, quando finalmente terminei um deles, minha orientadora me devolveu todo corrigido de cima em baixo, me mandando refazer tudo. Oh, vida, oh céus!! Depois de algumas noites em claro e outras para me recuperar, retorno ao blog para vos informar que, apesar de tudo, não abandonei a sétima arte e dissertarei abaixo sobre minhas mais recentes incursões cinematográficas:
A PESSOA É PARA O QUE NASCE: Recomendado por minha amiga Simone a ir assistir a este filme, foi tiro certo. É realmente emocionante acompanhar a saga das três ceguinhas cantoras de Campina Grande, Poroca, Maroca e Indaiá, tão cativantes, quanto talentosas. Engraçadíssimo em alguns momentos, tristíssimo em outros (assim é a vida, né!!!), por isso é uma grande representação da realidade. No caso das protagonistas em questão, um exemplo raro de vidas e depoimentos mais íntegros e puros, já que elas não são obrigadas a usar as máscaras das convenções sociais a que somos obrigados a utilizar.
Despidas dessa condição, e isso é mostrado através de uma linda metáfora, o filme não deixa de ser melancólico, já que inevitavelmente nos obriga a depararmos com a pobreza, a exclusão e a falta de perspectiva. O sofrimento do sertanejo nos comove e nos revolta se formos confrontar com os canalhas de Brasília. Enfim, a trilha sonora é um show à parte. Raríssima oportunidade de se conferir talento em seu estado natural.

As três irmãs: Poroca, Maroca e Indaiá: lição de vida!
PROVOCAÇÃO – Prato cheio para psicólogos e psicanalistas de plantão. Filme que começa e termina sob uma aura de mistério, com alguns desfechos previsíveis e outros, surpreendentes (pra não dizer chocantes). Jeff Bridges, como o escritos infantil, tem uma atuação um pouco caricata, mas com carisma. Kim Basinger, bela, madura e muito boa atriz, consegue, na dose certa, revelar toda a angústia de sua personagem, uma mãe atromentada pela morte dos filhos que direciona sua tristeza para o furor sexual. Totalmente edipiano! Barra pesada! O jovem ator assistente de Brigdes também é ótimo, bem como a menininha. Oportunidade de rever Mimi Rogers em poucas falas e muita nudez. Barra pesada! Vale a pena!

Jeff e Kim: veteranos em boa forma!
HOTEL RUANDA – Que chique! Falo sobre o filme ao mesmo tempo que os “bonequinhos oficiais”, já que o assisti antes da estréia na Maratona Odeon BR, na qual este filme foi a salvação. Politicamente importantíssimo por denunciar o descaso do mundo em relação à matança e à Guerra na Ruanda, que dizimou grande número de inocentes. Como filme, muitíssimo eficiente, sobretudo pela excelente atuação do casal de protagonistas (Don Cheadle e Sophie Okendo, indicados ao Oscar) e pelo permanente clima de tensão que faz não deixa o espectador sossegar aliviado na poltrona sem ser “violento brucutu”. Não puxa o saco de americanos, muito pelo contrário, tenta ser fiel á história. Imperdível e altamente recomendável!

Sophie e Don: show de bola!
Escrito por Werther-Pan às 02h02
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